Como se preparar para o exame da OAB?

O exame da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, exigido de todos os bacharéis em Direito que pretendam tornar-se advogados, vem preocupando mais os seus candidatos a cada edição.

Sem querer entrar no mérito da prova em si, como sua elaboração, grau de avaliação e critérios para correção, o presente artigo tem a finalidade singela de ajudar o candidato a conseguir sua aprovação.

A prova tem duas fases, sendo que a primeira é composta por cem questões de múltipla escolha, divididas em dez matérias, com dez questões de cada área do direito : constitucional, administrativo, tributário, comercial, civil, processo civil, penal, processo penal, comercial, trabalho e Estatuto da OAB (Regulamento Geral e Código de Ética e Disciplina). Para obter a aprovação nesta fase, o candidato deve acertar, no mínimo, quarenta e seis questões, sendo vedado zerar em qualquer disciplina. Já a segunda fase abrange quatro questões dissertativas e uma peça prática relacionada à área escolhida pelo candidato. Nesta fase, a prova, que é com consulta, vale dez, sendo que para obter a aprovação é necessário conseguir nota igual ou superior a seis.

O primeiro passo é iniciar um estudo sistematizado de todas as matérias e, para isso, a disciplina do candidato é fundamental. Não se aconselha estudar mais de quatro matérias no mesmo dia, devendo sempre contrabalançar, na mesma proporção, as que têm mais dificuldade com as que têm mais facilidade. Deste modo, otimiza-se o tempo e dinamiza-se o estudo.

Outra observação relevante é que a prova objetiva obedece, em regra, o formato das já aplicadas, e a resolução de exames anteriores é uma boa maneira do candidato se aprimorar, pois aponta as áreas em que o conhecimento está bom e as que exigem um aprofundamento maior.

Além disso, a preparação para realizar a prova é fundamental. Como professor de cursos preparatórios para o exame de ordem, tenho percebido que alguns alunos têm conhecimento, mas falta segurança, falta acreditar em si próprio; e isto é fundamental não só para o exame da OAB, mas também para a carreira que abraçaram. Deve-se ter em mente que todos são capazes, desde que, é óbvio, tenham se preparado, pois, diferentemente do que acontece em concursos públicos, o exame da OAB não é classificatório, mas sim eliminatório, ou seja, não tem um número pré-estabelecido de quantos poderão ser aprovados. Assim, se todos os candidatos conseguirem a nota mínima em ambas as etapas estarão, automaticamente, aptos a exercer a profissão.

Para evitar a ansiedade e o nervosismo, que naturalmente estão presentes em tais ocasiões, na véspera e no dia dos exames o candidato deverá relaxar, descansar e resistir à tentação de querer memorizar um grande número de informações. Esta prática poderá deixá-lo mais cansado ou nervoso, o que só irá atrapalhar o raciocínio.

No ato da prova, esquecer tudo e todos é fundamental; assim como direcionar toda a atenção para as perguntas, pois, só elas, são importantes naquele momento. O candidato deve começar respondendo às questões que julgar mais fáceis. Ora, como não há questões mais ou menos importantes na primeira fase – já que todas valem um ponto – responder as que sabe proporciona uma sensação de segurança, além de garantir estes pontos. Ademais, não se corre o risco de responder cansado a uma questão fácil.

O tempo, que também exige atenção do candidato, deve ser por ele administrado. São quatro horas para cada prova, suficiente para resolver todas as questões, incluindo a transcrição das respostas para a folha definitiva. Aliás, este momento é de suma importância, pois uma falha, pode colocar a perder todo o trabalho anteriormente desenvolvido.

Portanto candidato, valorize seu tempo, discipline-se e tenha uma boa prova !